quarta-feira, março 24, 2010
Nostalgia
Eu simplesmente não posso odiar essas pessoas, nem ao menos esquecê-las, eu decidi deixá-las ali no meu grupo de amigos no Orkut, sendo a classe mais inferior de conhecidos, porque hoje aceitamos quaisquer um lá, é cool ter milhões de amigos naquela merda, sendo o mais distante que posso ficar sem ter essa dor me perturbando cada minuto do meu dia, como eu odeio essa nostalgia, como eu odeio amá-los, se estivessem mortos eu já os tinha superado, eu espero que morram logo, pois eu já não agüento mais a dor da saudade, eu já não agüento fato que eles me superaram. Então vou eu desativar a possibilidade de ver os meus visitantes recentes, para que eu possa segui-los e saber de suas vidas, sem que eles saibam de minha nostalgia.
terça-feira, março 16, 2010
Faminta
E agora eles foram embora, pra tão distante me deixando faminta, de curiosidade, de necessidade e de medo.
domingo, março 07, 2010
(Para perpetuar o que está sendo)
Não tem nome de amor. Nem é celeste
Ou terreno. Isso de mim é marulhoso
E tenro. Dançarino também. Isso de mim
É novo: Como quem come o que nada contém.
A impossível oquidão de um ovo.
Como se um tigre
Reversivo,
Veemente de seu avesso
Cantasse mansamente.
Não tem nome de amor. Nem se parece a mim.
Como pode ser isto? Ser tenro, marulhoso
Dançarino e novo, ter nome de ninguém
E preferir ausência e desconforto
Para guardar no eterno o coração do outro."
(HH)
terça-feira, fevereiro 23, 2010
oco
Alice não apreciava a vida, ela não era dona de seu corpo e nem de seu destino, mas sim corpo e o destino imposto eram donos dela, fria e fazia viveu sua vida.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Ser
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Nada como uma linda família- texto 1
Ao ver seu pai ali na sua frente, resolver compartilhar sua dor e tudo que ele havia feito com que ela se sentisse, chorando e frágil, ele olhou pra ela e suas palavras ecoaram, “eu nunca te amei.” Ela sussurrou, “eu sei.” com uma habilidade surpreendente dilacerou a garganta do seu velho pai e continuou, “e por isso não tenho remorso algum pelo que acabo de fazer, papai.”
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Crime e Loucura
Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Fim
Só que ele era fraco demais, ainda apaixonado pela puta que destruir sua vida, ela não entendia sua fraqueza não era dessas, que choram, que parecem e que são santas, olhava para ele com desprezo e confusão, ele irado chutava as pernas de Lucia, Lucia ria da cara de Veríssimo, ele chutava com mais força. Os dois sabiam que dos chutes ele não passaria então ela resolveu levantar-se, pegar a arma que ela guardava na penteadeira, cuspir-lhe a cara e atiras 5 vezes no abdômen dele.
Morto por ela caiu no chão, ela pensou já que a proposta era matá-la desde os principio, que seria demasiado errado não atender o ultimo pedido de Veríssimo, botou a arma na boca e estourou os miolos, caiu as pés dele. Por ser uma casa de campo ninguém ouviu os tiros, então os corpos ficaram lá tanto tempo que quando foram achados nem puderam reconhecê-los, foram enterrados como mero indigentes, um nobre burguês e uma puta de classe.
sexta-feira, novembro 20, 2009
Dê
Pedaço dele próprio descansando no ventre daquela que o completa.
Que aquele pedaço era seu, que era também dela e era ainda mais outro pedaço que não pertencia a nenhum dos dois.
E que quando a semente virasse planta finalmente, ele iria todos os dias olhar nela tudo aquilo que era a mãe: em seus cabelos, compridos em cachos, em suas sardas, nas três pintas do ombro esquerdo.
Pedaço de ser que era o seu amor depositado no fundo da alma de mulher.
- Vai se chamar Cora, disse, apoiando as mãos com zelo na barriga de vida da outra.
" De anca na anca dela
E amanheça de cabeça dentro dela "
terça-feira, novembro 17, 2009
Aparecer offline
Quando o jovem completa dezoito anos está apito a sair e freqüentar todas as festas que sempre viu fotos em fotologs e em perfil de “gente famosa” no orkut. Quer sexo, drogas, rock’n’roll a noite toda e festa todos os dias. Mas ninguém contava que tinha um ano no meio do caminho.
Entretanto, quando passa a freqüentar tais festas percebe que esses seres não são tão bonitos e legais. E que essas festas sem álcool seriam um porre. Por mais que você lute contra um dia se pega numa festa fazendo pose com aquele que um dia já foi apenas imagens na tela.
E um dia, algo grita dentro de você. É insuportável, as mesmas pessoas e musicas e lugares. E se pergunta, como eles agüentam? Você ainda tenta variar, mas mesmo escapando e curtindo outras festas quando volta você nada mudou. E você se pergunta novamente, o que eu to fazendo aqui?
Nessa hora que entra nosso status aparecer offline, você caminha até ao bar e com toda calma faz seu pedido com o cigarro na boca ainda apagado:
- Uma dose de vodca, sem gelo. Por favor.
É, no meio do caminho tinha um ano.