segunda-feira, abril 13, 2009

Foda-me.

Até mais piolho, volte sempre, não volte nunca, nunca mais me olha, não quero mais nada, mal trata, arrasa.

Maroca, eu?
Sim, niña de mierda, tensa , xérxia.
Venha lisérgico, andar por aí sem mais nem menos, sem pés, sem braços, solto, desequilibrado, por um mastro, por um acaso.
Pense em mim.
Deseja-me, fantasia-me, lamba meus pés, chupe meus tornozelos, faça como fez, daquela vez.

Explode! Conte até três!
Vamos subir aquela ladeira até alcançar o equador, teremos um momento breve e intenso de infinito, de sol, de calor.
Quem dera ser hermética, não ter nada que vaze, que saia de mim como fumaça, vapor.
Então traga-me ,fuma-me, sorva essa merda de dor.
Estou sem controle, sem domínio dos meus sentidos.

Pegue meus olhos, boca, mãos e ouvidos.
Ponha dentro de você, sinta isso, quero você vomitando partes de mim como quem quer tirar de si as próprias tripas.
Engasgue, por fim.
Coma todo o meu cabelo, se encha de mim.
Volte, me destrua!
Inebriando-me de insônia, de loucura.
Disse-me uma vez que os trópicos influenciam a têmpera.
Vai, acalora-me!
Vamos em busca do equador, vamos subir aquela ladeira?
E no tal momento infinito quero que me foda, inteira!

2 comentários:

Leonardo Arruda disse...

caralho, parece que tem alguém realmente querendo ser devorado... e não é ser somente devorado... acho que a palavra que procuro é sorvido.... inteiro, sem deixar nada de fora... inteiro, sem pudores... bom isso....

Bianca Burnier disse...

Posso dizer, que sei um pouco do que estás a falar...