sábado, fevereiro 28, 2009

E quando nenhuma música cabe no peito?
E quando nenhuma ofensa cabe na boca?
E quando nenhum disfarce cabe no ouvido?

Mais do que nunca, correndo o risco de parecer pouco modesta, eu julgo ter discernimento para agir com franqueza e coragem fronte às adversidades surreais que apresentam faces facilmente consideradas propositais por alguém comumente complexada como eu.
Me sinto livre. Fui honesta sem que isso tenha me causado nenhum tipo de vergonha ou constrangimento.
Não sei se seria egoísmo considerar que é uma conquista minha e somente minha e pra mim. Fato é que eu não me sinto dependente, nem direcionaria agradecimentos a algo ou alguém imediato.
Nunca estive me sentindo tão bem comigo mesma. Tão sinceramente bem.
O único vestígio de dor residente aqui é o da saudade daqueles que têm segurado a minha mão sempre. E junto dela uma pontinha de ansiedades (não sei ao certo até que ponto a saudade e a ansiedade podem ser separadas uma da outra). Mas não é uma ansiedade ruim. É o anseio de transcender o estado de espírito atual.
Transcender. Superar. Extrapolar o que já parece absurdo.
Como uma caixinha chinesa.



"É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais."
(Água viva, Clarice Lispector *-*)

3 comentários:

Daniel disse...

Você come uma caixinha chinesa?

Poxa, eu vou te dar um pacote de pipocas do pipoqueiro abraçado. (vício de linguagem: colisão)






^^
Foi mal, não resisti.

(saudades) - que palavra de verificação estranha.

chayenne f. disse...

nunca comi.
é que fui chamada de caixinha chinesa.
p.s.: não fui comida.



rerere *____*

Daniel disse...

Huahauhauhauh.. nada como o bom e velho senso de humor.


Até porque, se comesse, a vida seria bem mais fácil.

Rá, rá, rá!











Vou no Pedro Segundo amanhã.