sexta-feira, junho 26, 2009

Nem fundo sem fim

,e talvez não haja dor, nem o ódio nem o tédio, e muito menos haverá o amor, aquele amor que tudo fura, na verdade deve ser só silêncio, num abismo oco sem-cor-nem-som. Só isso mesmo que fica: uma ausência enorme de si próprio.

- "Afundando aos poucos numa vertigem em direção sem direção às cores multifacetadas multifacientes as faces e as formas e depois os roxos do amor e do nojo num branco siêncio em branco como contra um muro nem fundo sem fim".

5 comentários:

Bianca Burnier disse...

eu sei que o amor existe em alguns casos e sei que você também sabe disso...

Frenata disse...

Que vertigem, que loucura.

Clara disse...

Talvez o amor seja isso mesmo "uma ausência enorme de si próprio". Uma coisinha que vem inofensiva dentro da gente até tomar proporções infinitas e ir apagando as coisas dentro da gente, fazendo-se mais imponente que tudo.
Que comparação mais bonita, que definição interessante!
Você será culpada pela minha insônia se eu ficar pensando nisso pro resto da noite.

Liza disse...

o amor é o perder-se.

gostei. 8)

Rafa Galo disse...

Você escreve muito bem.