sábado, novembro 08, 2008

Inquietação. Aparentemente positiva. Acordar com um pensamento involuntário e único, um objetivo traçado por mim e para mim enquanto eu nem estava consciente. Mas talvez 'estar consciente' seja algo racional demais pra mim. Eu não discuto a consciência presente nos sonhos, porque eles são mais do que isso. Eles são sensibilidade.
Se sentir viva e entender o contato com o mundo exterior como uma necessidade ireemediável, inadiável, insaciável. E ter praticamente certeza de que a vontade vai se manter no estado de apenas vontade, até que eu volte a dormir e me reconscientizar, se tiver sorte, de que eu posso tudo, por cerca de 8 horas.


(É, eu não acredito em finais felizes no 'mundo real'. Como no filme de hoje de madrugada (Penélope Cruz, Woody Allen e Odeon: não poderia ter sido mais gostoso assisti-lo), o amor só é romântico quando não é concretizado.)
(É, eu tenho problemas com sono. Não necessariamente aversão, hipnofobia. Mas dilemas. Porque nem sempre sonhar é o que você precisa.)
(É, eu sou anafórica. E compulsiva por polissíndetos. E já repararam também na minha dificuldade de titular os posts? É porque são todos escarrados. E é difícil dar nome ao que não se sabe direito o que é, ao que não se está acostumado, por não ter sido planejado.)

Mudando de assunto (ou não):
Cara, acho que minha vida seria muito mais simples se eu soubesse lidar com tempo, espaço e dinheiro.
Sobrariam apenas as dificuldades de compreensão dos sentimentos, que é um campo que me agrada.
Mas fico sempre muito irritada (ou me sentindo completamente idiota) quando percebo minha notória incapacidade de administrar, principalmente, a idéia de tempo, tempo psicológico versus tempo real e coisas assim.

P.S.: Eu queria saber escrever textos menos egocêntricos, para outras pessoas, mas parece que eu só consigo falar de mim. Por isso eu tenho estado desanimada de postar coisas. É uma vontade de sempre se explicar e externaliza o que eu sinto e penso e vejo que acaba dando nesses textos chatos e confusos e mal escritos. Eu queria saber fazer coisas para satisfação de outras pessoas, mas parece que eu só consigo me satisfazer (e nem sempre). No fundo eu devo ser só um vazio, que quando se projeta pra fora, resulta num vazio mais desagradável ainda. Ou algo assim.

17 comentários:

Ferreira, Lai disse...

O vazio mais cheio que eu conheço.
É do vazio que vêm as coisas, o vazio te faz querer encher. Ou não, porque nem sempre.



E, definitivamente, sonhar é desagradável. Talvez por ser algo que você não controla, ou pelo menos é o que parece. Talvez porque os sonhos pretendem ser um escape do seu subconsciente, mas que não funcionam como um escape de verdade, só servem pra te deixar mais maluco(a) ainda. Deve ser por isso que tem gente que acha que interpreta sonhos; pra se sentir mais "realizado", ou algo assim. Ou então, os sonhos não são libertação coisa nenhuma, isso foi só uma hipótese em que muitos acreditaram.
Enfim, odeio sonhar, ou melhor, lembrar dos sonhos. Pior ainda é quando só resta aquele mísero vestígio de sonho, em que você não consegue lembrar do resto e nem esquecer por algum tempo.
Bler.


Ah, Chay, você mesma falou, somos todos egoístas. Eu acho que daqui você é a mais corajosa; você é direta, não disfarça a sua necessidade de falar de si com historinhas falsamente aleatórias
ou algo desse tipo.
:d

Ferreira, Lai disse...

Abraço.

chayenne f. disse...

Eu falei sobre egoísmo e no dia seguinte pratiquei violentamente. Me senti praticamente um Nostradamus.

E o vazio faz querer encher, sem dúvidas. Como na osmose. (ou quqalquer merda daquelas de química sobre gradientes de concentração).

Enfim. Ironicamente, depois de escrever o post, eu dormí e acordei agora, meia noite. A noite acabou e a vontade ficou sendo só vontade, conforme o previsto.
Acho que tenho poderes paranormais de previsão (brinks, sou só broxantemente previsível).

Igor Dorneles disse...

"(Penélope Cruz, Woody Allen e Odeon: não poderia ter sido mais gostoso assisti-lo)" Own. uhum

Chay a realidade é que quando nos expressamos estamos falando do que sentimos, somos o sol disso. E quando fala de outra pessoa ou faz por outra pessoa também é egoísmo, pois agimos dessa forma porque não estamos em equilíbrio espiritual pois não conseguimos ficar em paz enquanto os outros sofrem.

Admitir esse egoísmo e crucial para que ele não exista.

chayenne f. disse...

O egoísmo existe sempre e eu não quero que não exista, não o considero negativo ou positivo.

E fazer algo para outrem é no fundo fazer algo pra si mesmo, pois geralmente o ato de ajudar outra pessoa te satisfaz ou o ato de ajudar outra pessoa fará com que ela te ajude.

É tudo egoísmo.

Bianca Burnier disse...

Somos todos vazios e pelo menos eu, me comleto em muitos de vocês...

Daniel disse...

Chay, eu posso parecer repetitivo, e eu sou.

O que acho mais bonito em você é que, mesmo nos seus textos "escarrados", vomitados, ou expirados (pra cessar com as metáforas nojentas), é que você consegue se mostrar menos neles (e o que é mais bonito: naturalmente) do que aquelas pessoas* que se escondem atrás das suas historinhas falsamente aleatórias.

E ainda, que até o seu modo de lidar com isso seja, ele mesmo, uma forma de esconder-se mais ainda.


: )


* eu.

Daniel disse...

Merda.

Ignore o "é que" depois do primeiro parágrafo.

Daniel disse...

MERDA!!!!!!

Ignore o comentário anterior e ignore também o "é que" depois do primeiro PARÊNTESE!

Daniel disse...

-_-'

chayenne f. disse...

se eu falar que não entendi direito o que você falou, você vai ficar chateado? hauhauhauha

Daniel disse...

Aaaaaaaaahhhh!!!

(a cabeça explode)

Daniel disse...

Brincadeira.


Já te disse isso, e desculpa repetir, mas assim:

Tem gente que, tentando se esconder, escreve sobre outras coisas - fingindo que não está escrevendo a si mesmo. Ainda assim, não consegue se esconder, e no fundo nem quer.

Você, mesmo jogando tudo de si de uma vez, não mostra nada. Nem mesmo se quer isso ou não.





Quem sabe dia 18 algo fique mais claro sobre você.

Daniel disse...

(Hestia, talvez?)

chayenne f. disse...

Caramba, eu sou tão inexpressiva assim?
Nunca mais escrevo, beijos.

Daniel disse...

Ô seu Hefestinho, você é o auge da expressão, mas nenhuma expressão artística (incrivelmente, devo dizer) vai conseguir dizer quem você é.

Essa coisa de que o autor está na obra - ou que deve estar - é bobagem. A sua obra é que está em você.





Estou te elogiando, deixa de mimimi.

chayenne f. disse...

mimimi
._.